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Crédito com prazo de validade?

09/05/2012 - Notícias

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Para abrir o segundo dia de CCMCC (Congresso Consumidor Moderno de Crédito, Cobrança e Meios de Pagamento), cinco executivos se reuniram para debater o tema ‘A oferta de crédito e o boom do mercado interno – uma realidade com prazo de validade?’. A discussão foi mediada pelo jornalista Carlos Tramontina, que destacou a relevância do debate, dado os últimos acontecimentos na economia do País.

“Oferta de crédito e inadimplência são assuntos debatidos entre todo o empresariado, mas, com as mudanças feitas na poupança, a queda da taxa Selic e a guerra contra juros altos, o encontro ficou ainda mais interessante”, destacou.

Para analisar o cenário, Guilherme Puppi, chief risk officer da Cyrela, propõe uma análise dos fatores macro e microeconômicos. De ponto de visto amplo, o executivo ressaltou o momento único vivido pelo País, em que 50% da população tem menos de 30 anos, ou seja, nos próximos quarenta anos 60% dos brasileiros terão entre 20 e 60 anos e estarão no auge da produtividade e da geração de valor e consumo.

“Já na visão micro, é preciso olhar mais para as pessoas, se atentar à educação financeira, porque o desconhecimento não é limitador do crescimento, mas é uma nuvem preocupante no céu. Precisamos saber se o crédito que estamos dando é saudável”, ressalta.

Fabio Giambiagi, chefe de Departamento de Risco de Mercado do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento), endossa a opinião sobre a importância da educação, mas faz uma ressalva: “O número de jovens está encolhendo ano a ano. O grosso da mão de obra que vai tocar o país já saiu da escola. Mais importante que educação, nos próximos dez anos será preciso investir no aprimoramento e treinamento de mão de obra”, analisa.

Um dos males que se pretende combater com a instrução da população é o endividamento, que cresce ano a ano e traz preocupação a quem analisa o mercado. Mas para Carlos Renato Donzelli, diretor executivo da holding do Grupo Luiza, o maior número de brasileiros endividados é uma consequência do cenário atual.

“Hoje se discute muito o crescimento da inadimplência, mas para mim isso é quase óbvio. Temos uma oferta maior de crédito, então é natural que isso ocorra. Mas não nos assusta, nem nos incomoda”, garante.

Ainda que a maior contração de dívidas não chegue a causar grandes estragos na economia, formas de combater o superendividamento da população brasileira são discutidas com frequência. Na plenária, Bruno Gama, diretor de operações da Crediponto, deu o exemplo do crédito imobiliário, que possui uma das estruturas mais rígidas de aprovação de financiamento no mercado.

“Não comprometemos mais de 30% da renda do cliente, só financiamos até 80% do valor total do imóvel, em um prazo médio de 15 anos, com os juros mais baixos do mercado. O índice de inadimplência da empresa onde trabalho esteve sempre abaixo de um dígito”, afirma.

Outro instrumento que colabora na cobrança de dívidas e ainda é pouco discutido é o direito digital, em que contratos e documentos são assinados na esfera eletrônica. “Cerca de 80% das causas perdidas no setor de cobrança são causadas por problemas na formalização de documentos. Quando o cliente fica inadimplente, o órgão não está com o pacote judicial pronto. Hoje, você pode usar isso por meio eletrônico, com assinatura digital”, explica Marcos Nader, CEO da Comprova.com.

“Todos que nasceram na época da internet sabem que usar o meio eletrônico é a melhor forma de formalização de contrato. Espero que a geração Y leve isso para frente”, completa.

Fonte: Cobertura Oficial CCMCC

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